29.10.06

Um momento inovador


Uma movimentação precisa pairar
A insatisfação já faz a moçada se agitar
Num espaço intelectual propagar
E a mudança reinar.

O que vem e o que há
Já não se pode ressaltar
A vontade é metamorfosear
Aqui e acolá

Alguém precisa falar
O todo precisa atuar
O nada precisa calar
E o meio exaltar

Opinião, contradição, aptidão
A junção da movimentação
O vinculo sucinto do então
Da posse dos que virão

Os olhares se comunicam
O gesto fala
A voz embala
E a comunicação se espalha

Todos têm espírito de revolução
Todos querem algo de mutação
Da vida sem alma
Faze-se uma nação com a transformação

Caminham-se em linhas tortas
Tentando consertar
E o passo mais ligeiro.
Para vida renascer
E as idéias florescer

Daqui para frente terá que ser diferente
A luta é contínua e não jacente
Vão-se todos quebrar o latente
Fazer voar a libélula doente.

Postado por: Gabriela Jacinto às 10:07 1 Comentários!

19.10.06

Sou brasileira e a esperança é a última que morre


Realmente é lastimável a política institucional brasileira, os problemas partidários, as compras de votos, mensalões e etc. O problema em si não está no PT (ou somente nele) e sim num todo que acabem contribuindo para eventuais mazelas em nosso país.

O Estado a meu ver está deslegitimado, as regras postas por ele e aprovadas pelos “nossos” representantes ( que para mim a vontade do povo é um mito) estão cada vez mais quebradas e infringidas por aquela parcela da sociedade esquecida e reprimida (porque colarinho branco dá seu jeitinho brasileiro).

A elite brasileira comanda e sempre comandou o país de acordo com seus interesses, deixando a parte “servil” à margem da sociedade, apontando-os como marginais.
Geralmente quem entra em algum partido político não entra para revolucionar, melhorar a sociedade atual e sim entra por interesses, de ganhar cargos, de se perpetuar em determinado órgão público, de ganhar status e por ai prossegue-se.

Assim, vivemos muitas vezes de mãos atadas, principalmente na hora de escolher um representante, pois somos iludidos, enganados, extorquidos, ainda brincam com nossa esperança, mas ela continua ali, enrustida dentro de nós, pois somos brasileiros e a esperança é a última que morre.

Postado por: Gabriela Jacinto às 19:33 1 Comentários!

A Raul

Não vou te dizer o que espero do mundo
Não vou te dizer que a vida é feita de mil maravilhas
Não preciso dizer isso, tu bem sabes do que estou falando
Não vou te dizer que estamos num poço sem fundo



Não quero fingir que tudo anda como sempre se imaginou -
Não sou hipócrita, nem muito menos pretendo sê-lo -
Não vou ficar dizendo palavras de consolo
Não vou jogar fora o futuro que ninguém alcançou

É amigo. Não direi a você que tenho a saída -
Nem sei ao menos as da minha vida! -
O que tenho pra oferecer é pouco
Não tenho fortunas, por vezes paro e concluo que sou louco

Amigo, entendo o tamanho de sua dor
Compreendo a largura de sua angústia
Não posso sentir, mas entendê-lo eu sei
A angústia da alma é a falta de amor

Onde encontrar, ou procurar
Você pode saber as armas com que lutar?
A procura, grande procura que fazemos
Nos leva pr'um mundo que desconhecemos

Não quero guiar
Não sou um bom guia
Posso ficar, contigo caminhar
Acho que posso ser uma boa companhia

Ilha de Santa Catarina, 19 de outrubro de 2006
(Davi Barbosa)

Postado por: Mario Davi Barbosa às 13:03 0 Comentários!

15.10.06

O que cidadão? De que cidadão? Para quê cidadão?




Como entender um país tão complexo?
Tão desigual, cruel e mortal.
Um país que leva tiros quer uma política honesta
só não sabe como lhes dá.

Como entender um país sem memória?
Que chora o agora que oriunda da esmola
Um país que retorna como num passado “imptimado”
Que leva chumbo adoidado
Que joga o dinheiro no buraco onde passem os ratos

Como enfrentar um país desgraçado?
Que passa fome, que furta leite
Que joga bola e não escova os dentes
Que mal sabe sua identidade étnica, cultural e animal.

Como conviver olhando para esse país desgostoso?
Com a ótica de um velho que passou seus anos
assistindo as mesmas coisas, as mesmas criaturas nesta estrada dura
Esse velho encontra-se na fadiga de uma vida, vivida.

Como parar de tentar achar o “como”?
Se não se tem interrese de querer o resultado do “como”
Não de nós que ainda temos alguma esperança.
Pergunta-se sobre a situação
Não se sabe, se é a um quarteirão dessa busca inusitada
da mutação de mãos atadas caminha-se na escuridão

Eis aqui uma grave contradição de querer ser um cidadão
E duvidar de seu poder, sua aptidão.
Numa rua sem saída leva-se a vida na esperança do que vem então.

Postado por: Gabriela Jacinto às 18:55 0 Comentários!

3.10.06

Embala que o resto cala


Lá na colina está ela
Ela a quem embala o filho
O filho do pai bastardo
que mora embaixo da laje

Lá todos vivem felizes
Cantam, dançam e batucam
Lá todos passam necessidade
Vivem a margem do perigo e da vida
Lá todos são alvos

Ela está lá desde aquela época
Que libertaram seus descendentes
Ficou calada, impotente
Cansada, desgraçada e jogada

Lá todos querem ter
Todos querem ser e comer
Derramam lágrimas por não ter

Por que sofrem?
O mundo é tão belo
Mas para ela o mundo é paralelo
Nos barrancos de um cemitério
Na clandestinidade dos que ali vieram

O chão de barro serve para gurizada
Correr com os pés descalços
Atrás da pipa que foi “pro pau”
Na colina do underground

São todos irmãos dela, não de sangue
Sim de cumplicidade, amizade
Fazem o papel da ajuda
Dão-lhes feijão e pão
É o que enche a barriga de um irmão

Embala, embala
Embala para não cair na bala
Na bala que se perde de vez em quando
No quando que não se sabe onde
No onde que não se encontra o lugar

Quem sabe ela irá reinar
Difícil é propagar
Um sonho que não quer chegar
O que resta é embalar para não chorar.

Postado por: Gabriela Jacinto às 19:19 1 Comentários!

Pão com ovo... pro povo

Quem saiu primeiro
O ovo ou o povo?
O povo come o ovo
Ovo cozido
Ovo "estralado"... estrelado
Pão com ovo
Pão pro povo
Ovo cru
Ovo quente
Ovo pro pão
Pão com ovo, de novo
Ovo no bolo
Ovo do bolinho de arroz
Ovo na cabeça
Do ladrão

Quem saiu primeiro
O povo ou o ovo?
O ovo na boca do povo
Povo quieto
Povo mexido
Pão com povo
Pão pro povo
Povo nu
Povo quente
Povo no chão
Pão pro povo, de novo
Povo sem bolo, nem fatia
Povo sem cabeça
Povo pro voto
Povo pro ladrão

Postado por: Mario Davi Barbosa às 13:24 1 Comentários!

Meteorologistas

  • Mário Davi
  • Rafael Popini
  • Isabela Borba
  • Gabriela Jacinto
  • Rodrigo Raul
  • André Moura
  • Vanusa Ferreira
  • Daniela Rabaioli
  • Marianna Cavalheri

Tormentas

  • Escalada Fascista
  • Recomendo
  • Poemas não são para serem publicados
  • Pra não dizer que não falei da festa
  • Um bom caminho
  • Criminologia Crítica 2
  • Criminologia Crítica
  • Um momento inovador
  • Sou brasileira e a esperança é a última que morre
  • A Raul

Passado

  • 07/2006
  • 08/2006
  • 09/2006
  • 10/2006
  • 11/2006
  • 12/2006
  • 01/2007
  • 03/2007

Powered by Blogger